Magnésio: para que serve, onde existe e que formas há
O magnésio participa em centenas de reações no corpo e contribui para a redução do cansaço e da fadiga e para o normal funcionamento do sistema nervoso. Saiba onde o encontrar na alimentação e o que distingue o citrato, o bisglicinato e o óxido.
Em resumo: o magnésio é um mineral essencial que o corpo não produz. Está em frutos secos, sementes, leguminosas, cereais integrais e hortícolas de folha verde. Contribui para a redução do cansaço e da fadiga, para o normal funcionamento do sistema nervoso e dos músculos e para uma função psicológica normal. Nos suplementos aparece em várias formas, que diferem na quantidade de magnésio e na forma como são toleradas.
Para que serve o magnésio
O magnésio participa em mais de 300 reações no organismo. Entre as alegações de saúde autorizadas na União Europeia, o magnésio contribui para:
- a redução do cansaço e da fadiga;
- o normal funcionamento do sistema nervoso;
- uma função psicológica normal;
- o normal funcionamento muscular;
- um metabolismo energético normal;
- a manutenção de ossos e dentes normais.
De quanto magnésio precisamos
A EFSA estabeleceu uma ingestão adequada de 300 mg por dia para mulheres e 350 mg por dia para homens adultos. O Valor de Referência do Nutriente, usado nos rótulos, é de 375 mg.
Onde existe magnésio na alimentação
- Sementes: abóbora, girassol, sésamo, linhaça.
- Frutos secos: amêndoas, cajus, avelãs.
- Leguminosas: feijão, grão, lentilhas, soja.
- Cereais integrais: aveia, arroz integral, pão de mistura.
- Hortícolas de folha verde: espinafres, acelgas, couves.
- Outros: cacau e chocolate negro, banana, abacate.
Uma forma simples de reforçar o magnésio: um punhado de frutos secos ao lanche, uma colher de sementes na salada ou no iogurte, e leguminosas várias vezes por semana. Os cereais refinados perdem boa parte do magnésio, por isso prefira os integrais.
Quem pode ter ingestão mais baixa
Alimentações com poucos hortícolas, leguminosas e cereais integrais, e ricas em produtos refinados, tendem a fornecer menos magnésio. O exercício intenso, o consumo elevado de álcool e alguns medicamentos também podem aumentar as necessidades ou as perdas. Se tiver dúvidas, fale com o médico — os níveis no sangue nem sempre refletem as reservas do corpo, e a avaliação deve ser feita por um profissional.
As formas de magnésio nos suplementos
Nos suplementos, o magnésio está sempre ligado a outra molécula. Isso influencia a quantidade de magnésio elementar em cada grama e a forma como é tolerado.
Citrato de magnésio
Uma das formas mais usadas. Solúvel em água e geralmente bem absorvido. Em doses altas, pode ter efeito laxante.
Bisglicinato (ou glicinato) de magnésio
O magnésio está ligado ao aminoácido glicina. É conhecido por ser, em geral, bem tolerado pelo estômago e pelo intestino.
Óxido de magnésio
Tem uma grande percentagem de magnésio elementar, o que permite cápsulas mais pequenas. Por outro lado, é pouco solúvel, e vários estudos sugerem que é absorvido em menor proporção do que as formas orgânicas.
Outras formas
Cloreto, lactato, malato, taurato e L-treonato de magnésio também aparecem no mercado. Cada uma tem características próprias, mas as alegações de saúde autorizadas aplicam-se ao magnésio em geral, não a uma forma específica.
Como ler a dose no rótulo
O que conta é o magnésio elementar, e não o peso do composto. “500 mg de citrato de magnésio” não são 500 mg de magnésio — são cerca de 80 mg. O rótulo deve indicar a quantidade de magnésio por toma diária e a respetiva percentagem do VRN.
A EFSA definiu um nível máximo de 250 mg por dia para o magnésio proveniente de suplementos e alimentos enriquecidos (não inclui o magnésio naturalmente presente nos alimentos). Acima disso aumenta a probabilidade de efeitos laxantes.
Magnésio e uma rotina noturna tranquila
Muitas pessoas associam o magnésio ao descanso. As alegações autorizadas não falam de sono, mas sim de sistema nervoso, função psicológica e cansaço. Para dormir melhor, os hábitos contam muito:
- horários regulares para deitar e acordar;
- jantar leve, duas a três horas antes de deitar;
- evitar cafeína a partir do meio da tarde;
- desligar ecrãs meia hora antes de dormir;
- quarto escuro, silencioso e fresco.
Precauções
Pessoas com doença renal devem evitar suplementos de magnésio sem indicação médica. O magnésio pode interagir com alguns antibióticos e com medicamentos para a osteoporose, por isso deve haver intervalo entre as tomas. Em caso de dúvida, pergunte ao médico ou farmacêutico.
Fontes
- Regulamento (UE) n.º 432/2012 — lista de alegações de saúde autorizadas (magnésio).
- EFSA — Valores de referência dietéticos para o magnésio e níveis máximos de ingestão tolerável.
- Regulamento (UE) n.º 1169/2011 — valores de referência do nutriente para rotulagem.
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Os suplementos alimentares não devem ser utilizados como substitutos de um regime alimentar variado e equilibrado e de um estilo de vida saudável. Não exceder a toma diária recomendada. Manter fora do alcance das crianças. Em caso de gravidez, amamentação ou medicação, consulte o seu médico.
